Aquela Garota


Tênis, camiseta
Numa linha reta
Meia branca, jaqueta
Não pára quieta
Louca, fala mais que a boca
Tudo menos pouca
No cabelo, trança e touca
No corpo a linda roupa
Que sua avó lhe deu.
Dual
Louca e sentimental
Fria, descomunal
Chora porque perdeu.
Sem noção do perigo
Tem muito pouco amigo
Ninguém suporta lhe amar
Doce e apimentada
Tênue e desgraçada
Desgraça não lhe tocar.
Olhos azuis cobalto
Sandália presa no asfalto
Transtorno lhe é missão
Tira todo o seu salto alto
Um pé ela joga pro alto
O outro ela deixa no chão
Cabelos seus que contrastam
Com livros que sempre lê
Muita bagunça por dentro
Por fora, um canal de tevê.
Todo mundo lhe enxerga
Mas quase ninguém lhe vê.
Metade do mundo a deseja
Metade lhe quer também
Tão grande, porém pequena
Mas média, jamais, meu bem.


~Thaís Santesi

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